Campo Grande-MS
segunda-feira, 15/06/2026

O Dia D realizado, nesta segunda-feira (15), no Hospital de Câncer Alfredo Abrão integra uma das frentes do Vira CG Saúde, programa criado pela Prefeitura de Campo Grande para ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas por meio de parcerias com hospitais e instituições de referência da Capital.

A mobilização, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, marcou o início de uma série de atendimentos concentrados voltados à redução da demanda reprimida e à ampliação da oferta de procedimentos pelo SUS.

No Hospital de Câncer Alfredo Abrão, serão realizados 2.313 procedimentos, entre cirurgias em oncologia ortopédica, hemodinâmica, cirurgias urológicas, mamoplastias, procedimentos de cabeça e pescoço, exames diagnósticos, tratamentos especializados e radioterapias.

União para salvar vidas

A prefeita Adriane Lopes destacou que o programa representa um esforço conjunto para acelerar atendimentos e ampliar a capacidade de resposta da rede pública de saúde.

“Estamos ampliando a oferta de procedimentos e exames que impactam diretamente a vida das pessoas. A participação do Hospital de Câncer Alfredo Abrão é fundamental nesse esforço, especialmente em áreas que exigem agilidade e atendimento especializado. O Vira CG Saúde é resultado da união entre a Prefeitura, a bancada federal, os hospitais parceiros e a Câmara Municipal em favor da população de Campo Grande”, afirmou.

A prefeita também ressaltou que a iniciativa marca uma nova fase para a saúde pública da Capital.

“São recursos transformados em atendimento. Estamos falando de procedimentos que devolvem qualidade de vida e, em muitos casos, salvam vidas. Essa é uma virada importante para a saúde de Campo Grande e queremos ampliar cada vez mais esse trabalho, mostrando para a população que estamos fazendo o certo para trazer os resultados”, acrescentou.

Presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Telles destacou que a instituição abraçou o projeto por acreditar na força da cooperação entre os diversos atores envolvidos.

“A saúde pública se fortalece quando existe união entre os poderes, as instituições e os profissionais. Cada número representa uma pessoa e uma família que espera por atendimento. Temos orgulho de contribuir com essa grande mobilização que leva mais acesso, dignidade e cuidado para quem precisa”, afirmou.

Modelo que amplia resultados

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, ressaltou que a estratégia adotada permite aproveitar a expertise dos hospitais parceiros para ampliar rapidamente a oferta de procedimentos especializados.

“Estamos construindo uma parceria em que todos ganham, especialmente a população. Os recursos chegam, os hospitais executam os procedimentos e o cidadão recebe o atendimento. É uma forma eficiente de ampliar a capacidade da rede e entregar resultados concretos para quem precisa”, explicou.

Os atendimentos realizados pelo Hospital de Câncer contam com aproximadamente R$ 7,5 milhões em recursos da bancada federal, destinados por meio de emendas parlamentares da senadora Tereza Cristina, senador Nelsinho Trad, senadora Soraya Thronicke e dos deputados federais Dagoberto Nogueira e Luiz Ovando.

Representando os parlamentares que contribuíram para a iniciativa, o deputado federal Luiz Ovando destacou que a aplicação dos recursos ganha sentido quando se transforma em atendimento efetivo à população.

“Quando uma pessoa recebe uma ligação informando que será atendida, ela recupera a confiança e a esperança. É para isso que trabalhamos: para transformar recursos públicos em cuidado, acolhimento e qualidade de vida para a população”, afirmou.

Mais de 24 mil atendimentos previstos

Considerado um dos maiores mutirões já realizados na saúde pública de Campo Grande, o Vira CG Saúde prevê mais de 24,8 mil atendimentos, entre consultas, exames e procedimentos cirúrgicos especializados.

Com investimento superior a R$ 60 milhões, o programa contempla ações em diversas instituições parceiras, entre elas o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Hospital São Julião, Hospital do Pênfigo, Cotolengo, Funcraf e Maternidade Cândido Mariano.

Enquanto os atendimentos avançavam ao longo do dia, o sensação predominante entre os pacientes era o mesmo relatado por Marcia da Conceição, de 55 anos, que carregava um sentimento que se repetia entre as pessoas atendidas ao longo do dia: esperança.

“Quando recebi a ligação, a primeira coisa que explodiu dentro de mim foi a esperança. Estou ansiosa, nervosa, mas muito feliz por estar aqui dando esse passo”, contou.

“A esperança é o que move a gente. E hoje eu saio daqui acreditando que as coisas vão acontecer.”

Fonte: CG Notícias | Fotos: Ana Paula e Rafael Bemjamim, PrefCG

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