Campo Grande-MS
sexta-feira, 26/06/2026

Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS


Aos 57 anos faleceu e foi sepultado no cemitério de sua fazenda Passatempo, na Vacaria, (foto) em 26 de junho de 1863, Inácio Gonçalves Barbosa, patriarca da família Barbosa . Nascido em Sabará, Minas Gerais, em 1806, chegou aos campos de Vacaria, em 1842, chefiando uma caravana, da qual participavam mais dois irmãos, João e Francisco, procedente de Franca, no interior de São Paulo, no rastro de seu irmão mais velho, Antônio Gonçalves Barbosa, que viera para Mato Grosso há seis anos, em companhia de seu genro José Francisco Lopes. 

Em seu percurso adormeciam serenamente, sem pensar nos perigos que lhes poderiam surgir pela vida tornando-se valentes e destemidos bandeirantes enfrentando a frialdade das noites e a intensidade dos raios solares pelas estradas incultas, sem nem sequer encontrarem algum abrigo bom ou ruim, atravessando os areais do Sucuriu, do Pardo e depois subindo até atingir o Anhanduí e chegando satisfeitos na tão almejada Vacaria.

Os irmãos tomaram posse de praticamente todos os chamados campos de Vacaria. Inácio ficou com a fazenda Passatempo, posse limitada com seus três irmãos. Desta fazenda, informa Ledir Marques Pedrosa, “Inácio fez doação ao governo da província de uma gleba de terras à margem direita do rio Nioaque com a finalidade de instalarem um posto do Exército para deterem a invasão paraguaia, que ele já estava prevendo acontecer de uma hora para outra. A esta vila deu-se o nome de Santa Rita de Nioaque. Quando o governo aceitou a oferta, enviou um contingente do Exército com o seguinte acordo que Inácio ajudasse a construir o aquartelamento e servisse a tropa de todo mantimento, enquanto ali permanecesse.


De numerosa geração de descendentes, Inácio era avô de Vespasiano Barbosa Martins e bisavô do ex-governador Wilson Barbosa Martins. 


FONTE: Ledir M. Pedrosa, Origem, Histórico e bravura dos Barbosas, edição da autora, Campo Grande, 1980. Página 43.

 
GARIMPO DE ROCHEDO VIRA ROMANCE HISTÓRICO

Neste seu primeiro romance o jornalista Sergio Cruz, misturando história com ficção, acompanha a longa maratona de A. Lima, repórter de um jornal do Rio de Janeiro, atrás de um garimpeiro em fuga com um valioso diamante, encontrado em Rochedo, garimpo localizado no Sul do antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, em 1937, levado para o exterior, onde se desenrola a segunda parte da trama, que se desloca da África do Sul e  Paris e termina em 1993, em Cuiabá. Venda exclusivamente em e-book.

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