A empresa Larangeira, Mendes e Companhia, com matriz em Buenos Aires e o governo do Estado de Mato Grosso renovam, em 19 de maio de 1916, por mais dez anos, o contrato de exploração dos ervais do Sul do Estado. De acordo com o documento firmado, as “terras devolutas que por este contrato são arrendadas, estão situadas na zona fronteira do Estado com a República do Paraguai e Estado do Paraná. Os limites dessa zona dentro da qual será escolhida a área de quatrocentas léguas quadradas de ervais e pastagens, são os seguintes: desde as cabeceiras do rio Santa Maria na serra do Amambay, pelo mesmo rio e rios Brilhante, Ivinhema e Paraná até a serra de Maracaju e pela crista desta a da serra de Amambay até as referidas cabeceiras do rio Santa Maria.”
Pelo arrendamento, a Mate comprometeu-se em pagar anualmente ao Estado de Mato Grosso a quantia de trezentos e cinquenta contos de réis (350:000$000) compreendendo englobadamente o preço do arrendamento das terras e a devida pelo imposto de exportação da erva mate, “enquanto não exceder ela de seis milhões de kilos.”
Foi mantida a cláusula que dava à arrendatária poder de polícia constante dos contratos anteriores.
Era presidente do Estado de Mato Grosso o general Cetano Manoel de Faria e Albuquerque.
FONTE: Gilmar Arruda, Heródoto, in Ciclo da Erva-Mate em Mato Grosso do Sul 1883-1947, Instituto Euvaldo Lodi, Campo Grande, 1986, página 289.
FOTO: área do extremo sul do Estado, arrendada à companhia ervateira.
GARIMPO DE ROCHEDO VIRA ROMANCE HISTÓRICO

Neste seu primeiro romance o jornalista Sergio Cruz, misturando história com ficção, acompanha a longa maratona de A. Lima, repórter de um jornal do Rio de Janeiro, atrás de um garimpeiro em fuga com um valioso diamante, encontrado em Rochedo, garimpo localizado no Sul do antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, em 1937, levado para o exterior, onde se desenrola a segunda parte da trama, que se desloca da África do Sul e Paris e termina em 1993, em Cuiabá. Venda exclusivamente em e-book.









