Campo Grande-MS
sábado, 25/04/2026

Hipertensão pode provocar complicações graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, insuficiência cardíaca e insuficiência renal . Profissionais alertam que mudanças no estilo de vida podem reverter situação.

Considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão arterial acomete mais de 32% da população adulta brasileira. Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC-UFCG), da Universidade Federal de Campina Grande e vinculado à Rede HU Brasil, reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do controle adequado da pressão arterial, condição que afeta milhões de brasileiros e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial acima de 140/90 mmHg (14×9), sendo considerado pré -hipertenso 130/80 mmHg (ou 13 por 8), e considerada pressão normal abaixo de 120/80 mmHg (ou 12 por 8).

A hipertensão pode provocar complicações graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, insuficiência cardíaca e insuficiência renal. Segundo o médico Clevanildo Brito Júnior, cardiologista do HUAC-UFCG, a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que reforça a necessidade de acompanhamento regular.

“A hipertensão arterial geralmente não apresenta sintomas, o que faz com que muitos pacientes só descubram a doença quando já existem complicações. Medir a pressão regularmente é a principal forma de diagnóstico precoce e prevenção de eventos cardiovasculares graves”, explica.

O especialista destaca que, embora não tenha cura na maioria dos casos, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida. “O tratamento adequado, associado à adoção de hábitos saudáveis, permite ao paciente manter a pressão sob controle e reduzir significativamente o risco de complicações”, afirma.

Infográfico de causas e prevenção de pressão alta.

Mudanças de parâmetros

O documento que altera o patamar da pressão é resultado de cinco anos de elaboração entre as sociedades Brasileira de Cardiologia (SBC), Brasileira de Nefrologia (SBN) e Brasileira de Hipertensão (SBH).

A diretriz atual brasileira segue uma tendência global que vai ao encontro de condutas americanas e europeias. Todas elas consideram a pressão normal menor que 12 por 8 para quem já sofre com a hipertensão, o texto torna a recomendação mais rígida. A meta de tratamento reconhece, agora, que manter a pressão a partir de 14 por 9 não é mais suficiente. O alvo passa a ser abaixo de 13 por 8 para todos os hipertensos, independentemente da idade, sexo ou presença de outras doenças.

O limite mais baixo, de acordo com os autores do documento, é essencial para reduzir riscos de complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

Fonte: Agência Gov/ via HU Brasil | Foto Ilustrativa/Freepik