Governador lidera com 40%, tem gestão aprovada por 62%, é considerado merecedor da reeleição por 66%, possui rejeição inferior à de seus principais adversários e vence todos os cenários de segundo turno
A nova pesquisa Quaest sobre a sucessão estadual revela mais do que uma vantagem eleitoral de Eduardo Riedel (Progressistas). Os números divulgados na terça-feira (25) mostram que o governador chega à fase decisiva da campanha reunindo três ativos importantes para quem busca a reeleição: liderança nas intenções de voto, aprovação majoritária da gestão e um eleitorado que, em sua maior parte, prefere aperfeiçoar o caminho atual em vez de começar tudo de novo.
Riedel aparece com 40% das intenções de voto na pesquisa estimulada, abrindo 27 pontos de vantagem sobre Fábio Trad (PT), que tem 13%. Delcídio Amaral (PRD) registra 8%.
João Henrique Catan (Novo) aparece com 3%; Lucien Rezende (PSOL), com 2%; Daniel Lemes (PCO), Renato Gomes (DC) e Jeferson Bezerra (Agir), com 1% cada. Branco, nulo ou eleitores que dizem não votar representam 11%, enquanto 20% ainda estão indecisos.
A eleição segue aberta — metade dos entrevistados afirma que ainda pode mudar de candidato até 4 de outubro —, mas a fotografia captada pela Quaest coloca Riedel numa posição privilegiada: ele não apenas lidera a corrida como encontra respaldo eleitoral na avaliação de seu governo.
Para o governador, os números indicam reconhecimento das mudanças realizadas desde 2023 e, ao mesmo tempo, aumentam a responsabilidade de transformar continuidade em novos resultados.
“Temos trabalhado para que Mato Grosso do Sul ofereça oportunidades a todos. Esse resultado mostra que a população tem percebido os avanços que conquistamos juntos nos últimos três anos e meio. Nosso compromisso é ampliar as políticas que começaram a produzir resultados, fazê-las chegar a mais pessoas e concluir as transformações estruturais iniciadas nos últimos anos”, afirmou Riedel.
Dois em cada três dizem que Riedel merece continuar
Um dos indicadores mais favoráveis ao governador aparece quando a pergunta deixa de tratar apenas da intenção de voto e aborda diretamente seu futuro no comando do Estado.
Para 66% dos eleitores, Eduardo Riedel merece ser reeleito. Outros 24% dizem que não, e 10% não souberam ou não responderam.
O resultado é acompanhado pela aprovação da administração estadual. Segundo a Quaest, 62% aprovam o governo Riedel, enquanto 16% desaprovam. Outros 22% não souberam responder.
A avaliação da gestão segue a mesma direção. Para 44%, o governo é positivo; 42% o consideram regular; apenas 7% avaliam a administração negativamente. Outros 7% não responderam.
Somadas as avaliações positiva e regular, 86% dos entrevistados não colocam o governo no campo negativo.
É uma combinação importante numa eleição em que o ocupante do cargo pede um novo mandato. Riedel não depende apenas do reconhecimento de seu nome ou da força de sua coligação: chega à campanha respaldado por uma maioria que aprova seu governo e, em proporção ainda maior, considera que ele merece continuar no cargo.
Eleitor sinaliza: manter o que funciona e melhorar o restante
Outro número ajuda a compreender por que Riedel aparece à frente.
Ao perguntar qual deveria ser a orientação do governador eleito, a Quaest encontrou um eleitorado muito mais inclinado à continuidade com aperfeiçoamentos do que à ruptura.
Para 28% dos entrevistados, o próximo governador deve continuar o trabalho que vem sendo realizado. Outros 41% defendem mudanças apenas naquilo que não está bom.
Juntos, os dois grupos representam 69% do eleitorado.
Apenas 29% afirmam que Mato Grosso do Sul deveria mudar completamente de direção.
O dado oferece uma leitura especialmente favorável a quem está no governo. Não significa que a população considere todos os problemas resolvidos — a própria pesquisa mostra cobranças importantes, especialmente na saúde —, mas indica que a maioria não deseja descartar o caminho percorrido.
A preferência é outra: preservar avanços, corrigir falhas e fazer o que já começou a funcionar chegar mais longe.
Esse é justamente um dos argumentos centrais apresentados por Riedel para um eventual segundo mandato. “Nossa proposta é usar os próximos quatro anos para consolidar transformações, ampliar políticas públicas e atacar os problemas que permanecem”, explica.
Liderança se amplia nos cenários de segundo turno
A posição do governador torna-se ainda mais confortável quando a pesquisa testa possíveis confrontos de segundo turno.
Contra Delcídio Amaral, Riedel teria 54% dos votos, diante de 23% do adversário. Brancos, nulos ou nenhum somam 12%, e 11% permanecem indecisos.
Num eventual confronto com Fábio Trad, o governador chega a 59%, contra 22% do candidato petista. Outros 8% escolheriam branco, nulo ou nenhum, e 11% estão indecisos.
A maior diferença aparece diante de João Henrique Catan: 61% para Riedel e 13% para o candidato do Novo. Brancos, nulos ou nenhum representam 12%; outros 14% não souberam responder.
Nos três cenários apresentados pela Quaest, portanto, Riedel ultrapassa os 50% e vence os adversários testados com margens amplas.
Os números revelam que a vantagem do governador não está limitada a uma única configuração da disputa.
Menor rejeição entre os principais nomes amplia espaço de Riedel
Outro ativo aparece quando a Quaest mede o potencial de voto e a rejeição dos candidatos.
Entre os entrevistados, 53% dizem conhecer Eduardo Riedel e admitem votar nele. Outros 22% afirmam conhecê-lo, mas não votariam no governador. Há ainda 25% que dizem não conhecê-lo.
A rejeição de Riedel é consideravelmente menor que a dos dois adversários imediatamente mais bem posicionados na disputa.
Delcídio Amaral registra 47% de eleitores que o conhecem e não votariam nele. Fábio Trad aparece com 44%.
A diferença ajuda a entender não apenas a liderança atual, mas o potencial de crescimento durante a campanha. Enquanto os principais adversários enfrentam resistências mais altas,
Riedel ainda tem um quarto do eleitorado que afirma não conhecê-lo — parcela que pode ser alcançada pela campanha.
Na espontânea, governador também larga na frente
Mesmo quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Riedel permanece na liderança.
Na pesquisa espontânea, o governador é lembrado por 18% dos eleitores, enquanto Fábio Trad aparece com 4%.
O número de indecisos, porém, chega a 77%.
Esse resultado mostra o quanto a disputa ainda depende da campanha, da exposição dos candidatos e da capacidade de cada um de transformar conhecimento em intenção efetiva de voto.
Para Riedel, entretanto, o ponto de partida é vantajoso: ele é o nome mais citado espontaneamente, lidera com folga quando os candidatos são apresentados e possui os melhores resultados nas simulações de segundo turno.
Saúde concentra principal cobrança do eleitor
A mesma pesquisa que revela um cenário eleitoral favorável também mostra onde o governo terá de concentrar esforços.
Para 39% dos sul-mato-grossenses, a saúde é hoje o principal problema do Estado.
Infraestrutura aparece em seguida, com 13%; economia, com 9%; violência, 6%; corrupção, 5%; desemprego e educação, ambos com 4%; e pobreza e desigualdade, com 2%.
É justamente nesse ponto que a leitura dos 41% que defendem “mudar apenas o que não está bom” ganha importância.
O eleitorado não quer uma guinada na administração estadual. A expectativa é que os avanços percebidos convivam, num eventual segundo mandato, com respostas para problemas ainda presentes na vida cotidiana.
Riedel vem defendendo que uma segunda gestão seja marcada pela ampliação das políticas já em curso e pelo enfrentamento mais profundo das desigualdades.
Uma das metas apresentadas pelo governador é eliminar a pobreza extrema em Mato Grosso do Sul.
“O índice de pobreza extrema no Estado já passou de 2,7% para 1,6% nos últimos três anos e meio, mas ainda considero uma redução insuficiente. Nosso objetivo é trabalhar para que Mato Grosso do Sul, com todas suas potencialidades, seja um Estado sem pobreza extrema. Por isso, é uma pauta prioritária”, afirmou.
A fala traduz uma característica que a própria pesquisa parece apontar: reconhecer os resultados alcançados sem apresentar o trabalho como concluído.
Vantagem eleitoral e uma expectativa de futuro
Ainda há muito jogo pela frente. São 20% de indecisos na pesquisa estimulada, 77% na espontânea e metade do eleitorado admite que pode mudar de voto até outubro.
Mas a fotografia registrada pela Quaest é clara.
Eduardo Riedel lidera a corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul com 40%, tem a gestão aprovada por 62% dos entrevistados, é considerado merecedor da reeleição por 66%, possui rejeição inferior à de seus principais adversários e vence todos os cenários de segundo turno apresentados.
Há ainda um componente talvez tão importante quanto todos esses números: 69% dos eleitores querem continuidade ou mudanças apenas naquilo que não está funcionando.
É nesse sentimento que a candidatura de Riedel encontra seu terreno mais fértil.
Depois de três anos e meio de governo, a disputa deixa de ser apenas uma comparação entre nomes e passa também a ser uma escolha sobre o caminho que Mato Grosso do Sul pretende seguir.
Os números da Quaest indicam que a maioria do eleitorado não demonstra vontade de desmontar o percurso iniciado. Quer que aquilo que deu certo continue, que os problemas sejam enfrentados e que os resultados cheguem a mais pessoas.
Para Riedel, esse é o principal patrimônio político revelado pela pesquisa: chegar à eleição não apenas como o candidato que está na frente, mas como o governador ao qual uma parcela majoritária dos sul-mato-grossenses parece disposta a conceder mais tempo para concluir e ampliar o trabalho iniciado.
A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Morena, ouviu 804 eleitores de Mato Grosso do Sul com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números MS-00793/2026 e BR-04312/2026.
Foto: Saul Schramm









