Estado alcançou 500 mil qualificações profissionais e reduziu a extrema pobreza a 1,6%; governador reconhece que atendimento de saúde ainda precisa avançar e aponta reforma hospitalar como uma das respostas
Mato Grosso do Sul cresceu quatro vezes mais que o Brasil, alcançou a marca de 500 mil qualificações de trabalhadores, registrou recordes na geração de empregos e reduziu a extrema pobreza a 1,6%, o menor índice de sua história. Os números ajudam a desenhar o cenário de um Estado que avançou economicamente nos últimos quatro anos, mas que ainda convive com desafios importantes, especialmente na saúde, educação e redução das desigualdades.
É justamente a distância entre os grandes indicadores e aquilo que efetivamente chega à vida cotidiana das pessoas que o governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, coloca no centro de sua avaliação sobre o período.
“Ninguém vive de estatística. Ninguém acorda mais feliz só porque o Estado cresceu”, afirma Riedel. Para ele, o resultado econômico precisa ser percebido na renda, na capacidade de sustentar a família, nas oportunidades de trabalho e na perspectiva de futuro.
A lógica defendida pelo governador é transformar crescimento em uma cadeia de oportunidades: a chegada de empresas amplia a oferta de empregos, novos investimentos movimentam a economia e a qualificação profissional pode permitir ao trabalhador disputar postos melhores e aumentar a renda.
Saúde ainda precisa melhorar
Apesar dos investimentos realizados, Riedel reconhece que a saúde permanece como o principal desafio da administração estadual.
Segundo o governador, o serviço ainda precisa melhorar muito. A resposta em andamento passa por uma ampla reforma da rede hospitalar e pela adoção de um novo modelo de atendimento.
Outra mudança aparece em tarefas aparentemente simples, mas decisivas para quem depende continuamente da estrutura pública. A dona de casa Stephanie Petrallas relata a experiência com a entrega de medicamentos em casa. “Eles mandam mensagem: remédio em rota. Eles vão entregar para a sua casa”, conta.
São exemplos de uma tentativa de aproximar o serviço de saúde da rotina do cidadão e reduzir dificuldades que, para quem necessita de atendimento permanente, ultrapassam os limites dos hospitais.
Educação avança, mas desempenho dos alunos ainda exige atenção
Na educação, o balanço reúne resultados e problemas ainda em aberto.
A repetência e o abandono escolar caíram, enquanto o Estado investiu mais de R$ 1 bilhão nas escolas. Mato Grosso do Sul também passou a oferecer o maior salário do Brasil para professor concursado.
A próxima etapa, porém, tem desafios definidos: elevar o desempenho dos estudantes e fortalecer o ensino infantil.
A questão educacional se conecta diretamente a outro eixo da estratégia estadual: a formação para o mercado de trabalho. A marca de 500 mil qualificações profissionais é apresentada como uma ponte entre o crescimento econômico e a renda das famílias, especialmente num cenário em que novos investimentos e empresas ampliam a demanda por trabalhadores preparados.
Na avaliação de Riedel, crescimento econômico só ganha significado social quando produz oportunidades concretas. Não basta atrair investimentos; é necessário preparar trabalhadores para ocupar os empregos criados e permitir que essa expansão econômica alcance uma parcela maior da população.
Extrema pobreza cai a 1,6%, e políticas sociais chegam à mesa das famílias
A redução da extrema pobreza para 1,6% representa outro dos indicadores centrais do período. O percentual é apontado como o menor já registrado no Estado.
O desafio assumido pelo governo é continuar reduzindo a quantidade de famílias submetidas às situações mais severas de vulnerabilidade, mantendo políticas de apoio a quem permanece em dificuldade mesmo em um ambiente de crescimento econômico.
Segurança Pública
Na segurança pública, a diretriz apresentada combina mais investimentos, inteligência e presença policial nas ruas para dar continuidade ao enfrentamento da criminalidade.
Foto: Saul Schramm









