segunda-feira, 22/04/2024
Situação da saúde em Dourados é debatida em plenário por parlamentares

O deputado Zé Teixeira (PSDB), 2º vice-presidente Assembleia Legislativa, abordou o acesso à Saúde. “A Saúde do Brasil, e eu moro em Mato Grosso do Sul [MS], e a minha base eleitoral é Dourados, eu estou vendo o sofrimento da população mais carente, porque do que adianta você ter seis núcleos de saúde para fazer auditoria e distribuir remédio, se para você distribuir remédio você tem que ter receita”, questionou.

“Para ter uma receita, deve haver uma consulta. Sem acesso à consulta, o que é distribuído? Se a pessoa não tem consulta, não tem exame, como terá o remédio? É um efeito dominó. Em nenhum a pessoa consegue agendar com rapidez um exame de alta complexidade, que, muitas vezes descobre um câncer”, complementou o deputao Zé Teixeira.

O parlamentar ainda descreveu a burocracia existente no atendimento. “O problema brasileiro não é nem celeridade, ta faltando humanidade no atendimento. Uma pessoa que paga um plano de saúde e recebe um diagnóstico que precisa de um medicamento de alto custo, só consegue acionando a Justiça. Se é de alto custo, e a pessoa prova que não tem poder aquisitivo, tinha que ter acesso sem ir a Justiça”, concluiu o 2º vice-presidente da ALEMS.

Lia Nogueira descreveu a situação vivida pela Funsaud 

A deputada Lia Nogueira (PSDB) reiterou a situação que Dourados enfrenta na Saúde. “Realmente o que a gente vive hoje em Dourados é um caos total na Saúde. A Fundação de Serviços de Saúde de Dourados [Funsaud] foi feita para maquiar os dados e os problemas. No ano passado, o então governador Reinaldo Azambuja, por mobilização de vereadores e deputados estaduais, que disponibilizou mais de R$ 70 milhoes de socorro à saúde em Dourados. E ainda assim a Funsaud, que gerencia o Hospital da Vida e Unidade de Pronto Atendimento [UPA], continua capengando”, disse.