segunda-feira, 4/03/2024

Deputados debatem assuntos que integraram as questões do Enem 2023

Deputados debatem assuntos que integraram as questões do Enem 2023

Na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), durante a sessão ordinária desta terça-feira (7), o deputado estadual João Henrique (PL) foi o primeiro a abordar os temas que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxe em suas questões e redação, no último domingo (5). “Abrindo os envelopes das provas, percebemos uma cena de cunho ideológico e ditatorial porque direcionou os alunos a defenderem pautas ideológicas, utilizando termos desatualizados em relação ao agronegócio, demonizando a atividade, e questionando as mulheres que exercem seus cuidados por escolha”, relatou.

“Considero que não importa se concordemos ou não, a prova tem que mostrar e reconhecer o conteúdo, não pode direcionar a resposta para quem não acredita em determinado tema, a ter que concordar com ele. A questão aqui não é dizer que qualquer aluno deve estar livre do direcionamento de qualquer pauta, podendo em uma avaliação, convencer, instigar e discordar de seus mestres”, concluiu João Henrique.

O deputado Rafael Tavares (PRTB) considera o tema pertinente ao debate em plenário. “Sempre falei sobre doutrinação ideológica nas escolas. E acredito que não está sendo ministrado em sala de aula os conteúdos comuns, de cada matéria”, declarou o parlamentar.

O deputado Coronel David (PL) parabeniza a abordagem sobre o tema. “Estão tomando conta de algo que deveria ficar na sala dos estudos. Lamento a forma que alguns temas foram tratados no Enem, principalmente nas críticas desferidas ao Agro do Brasil”, informou. 

Gleice Jane também falou do Enem 2023, ao utilizar a tribuna

Para a deputada Gleice Jane (PT), professora por formação, atuante nos Ensinos Fundamental e Médio, o Enem 2023 foi a oportunidade de um grande debate na sociedade, sobre o trabalho invisível das mulheres. “O Enem não obriga ninguém a seguir regras. Numa redação, podemos discordar do tema, o que se considera é exatamente a capacidade de se fazer a argumentação. Os dados trazem uma realidade cruel, e só é capaz de dizer que nós não podemos fazer isso quem não está realizando esse cuidado e não fica 24hs nesse tipo de trabalho. Quem cuida das pessoas, sem tempo livre, e não é remunerado por isso. E discordar disso é ideológico sim, do patriarcado, do machismo, e da misoginia”, definiu.