quinta-feira, 23/05/2024

Mato Grosso do Sul destinou corretamente quatro mil toneladas de embalagens de defensivos agrícolas em 2022, um recorde histórico, segundo informou o coordenador do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), o engenheiro agrônomo Hamilton Rondon Flandoli. Ele usou a tribuna na sessão ordinária desta terça-feira (6) para abordar o tema “Logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas”.

O engenheiro foi convidado pelo deputado Renato Câmara (MDB), como parte da comemoração à Semana Estadual do Meio Ambiente, instituída pela . O parlamentar é presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). “É um tema relevante para preservação ambiental, saúde pública e sustentabilidade agrícola. Vamos disseminar informações para que cresçam a conscientização sobre práticas sustentáveis e a cooperação entre instituições e órgãos responsáveis pela gestão ambiental e agrícola”, destacou o deputado.

Todo produtor rural que faz uso de defensivos agrícolas tem a obrigação de devolver as embalagens vazias nas unidades do Sistema Campo Limpo, como é chamado o Programa de Logística Reversa. O volume recebido é encaminhado para reciclagem e pode voltar à indústria em forma de novos galões plásticos. Conforme a legislação, entregar as embalagens para terceiros ou mantê-las na propriedade após o período de um ano da data que consta da nota fiscal de venda é crime e gera multa.

De acordo com Hamilton, a destinação final correta para as embalagens vazias dos agrotóxicos visa diminuir o risco para a saúde das pessoas e de contaminação do meio ambiente. “Durante vários anos, o Poder Público trabalha em conjunto com a iniciativa privada para o destino final das embalagens. As parcerias estabelecidas permitiram a implantação das unidades de recebimento de embalagens, que não são mais abandonadas na lavoura, estradas ou às margens de mananciais d’água”, disse.

Segundo ele, quando teve início o Sistema Campo Limpo, Mato Grosso do Sul recolheu 300 toneladas de embalagens. “O Estado é um destaque nacional em recolhimento e destinação correta de embalagens vazias de defensivos agrícolas. No ano passado foram quatro mil toneladas e, com certeza, em 2023 esse número será superior. 92% do que vai para o campo é de forma ambientalmente correta”, afirmou o engenheiro.