Campo Grande-MS
domingo, 1/11/2026

O Papa Leão XIV neste domingo (01/11), de Solenidade de Todos os Santos, cinco dias antes de partir para a viagem apostólica à América Latina, convida a “saborear a alegria daquela família incontável de homens e mulheres que, seguindo o Senhor Jesus, fizeram da sua vida uma oferta a Deus e ao próximo”. Uma “multidão enorme que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” e que, nos diferentes percursos de santificação, desejaram um “amor infinito”, recorda o Pontífice:

“Celebramos hoje todos os santos: aqueles já reconhecidos pela Igreja e também muitos que não o foram, mas que Deus conhece. Como nos recorda o Evangelho de hoje (Mt 5, 1-12), trata-se de pobres de espírito, mas ricos no amor de Deus. Têm rostos marcados pelas lágrimas, mas consolados na oração. São mansos perante a violência e recompensados pelo Pai. Famintos de justiça e saciados no íntimo da consciência. Dispostos ao perdão e abraçados pela misericórdia. Desarmados no coração, mas guardados por Deus. Construtores da paz, chamados por Ele pelo nome. Perseguidos e ofendidos, mas fortes na fé e na caridade.”

Leia a íntegra das palavras do Papa Leão XIV no Angelus

A “multidão bem-aventurada” dos santos que escolhe o amor

As Bem-aventuranças do Sermão da Montanha são o caminho e a mensagem de Jesus, que São Mateus apresenta como um ensinamento do mestre. São “o bem que todos os santos espalharam à sua volta pelo mundo”, de uma multidão impossível de contar porque, “na realidade, a santidade não se reduz a nenhum cálculo”: os santos são “o sinal mais belo e forte do Reino de Deus”. Com a graça de Deus, continua Leão XIV, essa “multidão bem-aventurada” das “mais diversas origens, culturas e situações de vida” gerou “gestos e escolhas de amor, que ultrapassam os cálculos da ganância e a prepotência do mal que, por vezes, parece prevalecer”. 

Antes de rezar a oração mariana do Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa pede a intercessão de Nossa Senhora, “bem-aventurada por ter acreditado na palavra do Senhor”, que “acompanhe os nossos passos no caminho da santidade, para que não nos cansemos de construir a paz, tanto nas situações mais importantes como nas da vida quotidiana”. Afinal, conclui o Pontífice:

“A santidade não é um privilégio para poucos, mas é uma vocação universal que interpela cada um de nós ali onde vivemos. Esta é a mensagem cheia de esperança da festa de hoje: Deus vê o bem que nós não vemos, conhece histórias que nós não conhecemos, alcança corações aos quais não temos acesso.”

Fonte e Foto: Vatican News