No Angelus deste domingo (11/10), Leão XIV refletiu sobre a parábola do banquete de casamento e recordou que a alegria recebida de Deus é feita para ser compartilhada, mesmo quando encontra indiferença ou rejeição: “Nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado”.
“Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade.” Com estas palavras, o Papa Leão XIV introduziu, neste domingo, 11 de outubro, sua reflexão antes da oração mariana do Angelus, na Praça São Pedro.
Ao comentar o Evangelho proposto pela liturgia do dia, da parábola do banquete de casamento preparado por um rei para o seu filho (cf. Mt 22,1-14), o Pontífice recordou que um momento de felicidade desperta naturalmente o desejo de compartilhá-lo. Na passagem evangélica, o pai prepara a festa e convida muitas pessoas, mas encontra respostas muito diferentes daquelas que esperava. Alguns convidados preferem continuar com seus próprios afazeres, enquanto outros chegam a insultar e matar os mensageiros enviados pelo rei.
Não desanimar diante da rejeição
Leão XIV aproximou a parábola da experiência concreta de cada pessoa e recordou que também nas relações humanas nem tudo aquilo que fazemos encontra acolhida.
“Nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, às vezes é mal interpretado e rejeitado. Mas isso não deve nos desanimar.”
O rei, porém, não cancela o casamento nem interrompe as celebrações. Diante da recusa dos primeiros convidados, amplia o convite e envia seus servos pelas ruas, para que outras pessoas também possam participar da festa e a alegria dos noivos se torne um dom para todos.
Também nós fazemos parte desta história
Retomando a interpretação de São Jerônimo, o Santo Padre explicou que o rei representa o Pai do Céu, o noivo é Jesus e a noiva é a Igreja. Entre os protagonistas da parábola, acrescentou, estamos também nós, escolhidos pelo Senhor para compartilhar com Cristo a nossa existência e, com Ele, sermos “portadores de vida”.
As igrejas, as casas e os lugares onde vivemos tornam-se, assim, os espaços deste encontro cotidiano com Cristo, onde Ele continua a declarar o seu amor e a esperar a resposta de cada pessoa: “É lá que o encontramos, revestidos, como a noiva, com a veste branca do Batismo e adornados com as joias das boas obras, que nos aproximam de Deus e uns dos outros.”
Uma alegria concreta, vivida todos os dias
Na parte final de sua reflexão, Leão XIV voltou o olhar para a forma como essa alegria se manifesta na vida cotidiana, longe de qualquer idealização ou distância da realidade.
“A alegria que anunciamos não é, portanto, artificial, mas profunda, concreta e real, bela como os rostos das pessoas que encontramos, verdadeira como o trabalho, os sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade que marcam os nossos dias.”
Essa alegria, destacou o Papa, é “dom de Deus para a salvação do mundo” e se torna visível justamente no cotidiano, nas relações, nos encontros e nos gestos concretos que aproximam as pessoas umas das outras. Ao concluir, Leão XIV confiou os fiéis à Virgem Maria, pedindo que ela ajude todos a crescer nesta alegria e a anunciá-la “sempre e em toda parte, com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida”.
Fonte: Vatican News | Foto Vatican Media









