Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS
Sai em 26 de outubro de 1894, a edição n° 1 de “A Voz do Sul,” o primeiro jornal de Nioaque. Foi seu redator João Cláudio Gomes da Silva, impresso em equipamento gráfico adquirido em Cuiabá, da antiga tipografia do jornal A Situação, pelo coronel Jango Mascarenhas. Sua linha editorial obedecia às seguintes diretrizes:
Somos alheios a toda e qualquer seita religiosa, mas convencidos apesar da diversidade das partes doutrinárias de que todas as religiões partem do mesmo princípio que – é a moral voluntários, apresentamo-nos como sectários desses altos princípios sociais, sendo a nossa divisa do desinteresse: para a sociedade, pela sociedade.
Republicanos de princípios, para nós a República é a chave que coroa a abóboda desse grande edifício de conquistas político-sociais.
Que a República é o único governo que pode fazer a felicidade do povo brasileiro: eis as nossas convicções.
Trabalhar pelo engrandecimento da pátria matogrossense em todo terreno; defender os interesses estaduais, nas questões de interesse geral e batermo-nos pelos interesses do sul em todas as questões em que for envolvido, eis o nosso programa.
Em 1896 o jornal foi empastelado e o material gráfico todo atirado no rio Nioaque. O autor do atentado foi um indivíduo alcunhado de Onça Preta.
FONTE: Rubens de Mendonça, História do Jornalismo em Mato Grosso, edição do autor, Cuiabá, 1963, páginas 85 e 115.
FOTO: reprodução meramente ilustrativa.
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O jornalista SERGIO CRUZ, do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e da ASL, pesquisou e este livro conta a história do começo ao fim. Se Mato Grosso do Sul faz parte de sua história, não deixe de levar este documento para sua estante.
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