Campo Grande-MS
segunda-feira, 22/06/2026

Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS

Sob a direção do advogado e jornalista Arlindo de Andrade Gomes, que foi o primeiro juiz de Direito de Campo Grande, circulou em 22 de junho de 1913, o primeiro jornal da vila. “Impresso em papel couchê (de primeira) importado de Assunção, no Paraguai, com quatro páginas, sendo a primeira impressa com tinta dourada, ‘O Estado’ foi r ecebido com entusiasmo pela população. Os seus comentários, notícias e anúncios foram ‘devorados’ pelos poucos leitores de então,” segundo J. Barbosa Rodrigues.

No seu editorial de apresentação o compromisso com a imparcialidade que procurou manter durante o curto tempo de sua existência:

O Estado é um jornal que não tem política e que não traçou um programa para cumprí-lo, à risca. Sejamos francos.

Não defenderá este ou aquele partido. Não há política, não há governo bom ou mau, inteiramente. Na administração pública há atos que merecem aplausos e outros que exigem reprovação dos homens de senso. Quase sempre as oposições, na sede de conquistar o poder, tornam-se agressivas, não vendo a virtude senão de seu lado. O jornal político é um jornal injusto. 
“Não temos um programa definido…muitos acham extranhável. Todo jornal tem um programa. Mas um programa é uma mentira. Até hoje nenhum jornal cumpriu o programa que se traçou.

Não somos federalistas nem unitaristas, presidencialistas nem parlamentaristas. Não adotamos esta ou aquela teoria econômica ou financeira para falarmos em nome dela. E seremos tudo.O jornal deve ser uma grande bandeira capaz de proteger todas as boias ideias.
“Emparedar-se é que não.

Depois ‘O Estado’ surgiu por uma necessidade do nosso meio,interessando-se pelo progresso geral de Mato Grosso e especialmente do Sul. Na sua agricultura, no seu comércio, na sua admirável pecuária, nos seus meios de comunicação, nos seus formidáveis recursos naturais está o nosso campo de ação. Trabalhando pelo desenvolvimento de coisas tão naturais, não parecerá a muitos, boa missão dum jornal nos tempos correntes. Para nós é tudo. Se nos exigirem um programa será este.

Falta-lhe a retumbância e as cores dum longo programa político, sedutoramente escrito em linguagem de combate. Mas é uma ideia a que não faltam energia e patriotismo.



FONTE: J. Barbosa Rodrigues, O primeiro jornal de Campo Grande, Empresa Lítero-Técnica, Campo Grande, 1989.

 
GARIMPO DE ROCHEDO VIRA ROMANCE HISTÓRICO

Neste seu primeiro romance o jornalista Sergio Cruz, misturando história com ficção, acompanha a longa maratona de A. Lima, repórter de um jornal do Rio de Janeiro, atrás de um garimpeiro em fuga com um valioso diamante, encontrado em Rochedo, garimpo localizado no Sul do antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, em 1937, levado para o exterior, onde se desenrola a segunda parte da trama, que se desloca da África do Sul e  Paris e termina em 1993, em Cuiabá. Venda exclusivamente em e-book.

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