Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS
De sua viagem de volta ao Rio de Janeiro, ao fim da retirada da Laguna em Porto Canuto, à margem esquerda do rio Aquidauana, o tenente Taunay e sua comitiva, que no dia anterior passaram o rio Dois Irmãos e pelo lugar chamado Correntes, depois de “vitoriosa caminhada, fomos caminhando, chegando com o cair tarde ao ribeirão Cachoeira, três léguas além, sempre por campos quebrados, onde se notam cerrados altos de bombaceas, paratudos (bignoneacea), terebenthaceas, dilleniaceas (lixeiras) ou pastagens do capim branco, tão estimado pelos animais e salpicado com profusão de pés de lixeira rasteira, cujas propriedades medicamentosas em certas afecções são incontestáveis”.
Na manhã de 19 de junho, fizeram a travessia do Cachoeira, engrossado pela chuvarada, “em pelotas, encontrando na na margem direita o tropeiro Malheiros, que levava importante carregamento para as forças. A notícia da chegada delas se havia logo espalhado, e imprimira movimento às muitas tropas que os boatos de nossa derrota e completa perda haviam demorado em diversos pontos da estrada”.
FONTE: Taunay, Viagens de outr’ora, segunda edição, Editora Comp. Melhoramentos de S. Paulo, São Paulo, 1921, página 41.
GARIMPO DE ROCHEDO VIRA ROMANCE HISTÓRICO

Neste seu primeiro romance o jornalista Sergio Cruz, misturando história com ficção, acompanha a longa maratona de A. Lima, repórter de um jornal do Rio de Janeiro, atrás de um garimpeiro em fuga com um valioso diamante, encontrado em Rochedo, garimpo localizado no Sul do antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, em 1937, levado para o exterior, onde se desenrola a segunda parte da trama, que se desloca da África do Sul e Paris e termina em 1993, em Cuiabá. Venda exclusivamente em e-book.









