Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS
Em plena revolução constitucionalista é exibido para a imprensa carioca em 19 de julho de 1932, Alma do Brasil, o primeiro filme nacional de reconstituição histórica, inteiramente sonorizado, produzido em Campo Grande. Sobre a produção de Alexandre Wulfes e Líbero Luxardo, assim manifestou-se a crítica:
A Fan-Film exibiu ontem para a imprensa ‘Alma do Brasil’, no Cinema Broadway, interessante e instrutivo tomado quando foi das manobras de Nioaque pelas tropas da guarnição de Mato Grosso, pretexto para a evocação, no cenário histórico da tragédia que foi a Retirada da Laguna, feito heroico imortalizado no livro de Taunay.
A impressão causada por esse trabalho, que é sincronizado pelo sistema R.C.A. Victor, foi magnífica. Ali se estampam nitidamente aspectos do Brasil bárbaro e selvagem dos campos, banhados e capoeirões de Mato Grosso e do trabalho quase ignorado mas soberbo do Exército Nacional nessas longínquas paragens, que respiram brasilidade através da instrução militar fornecida aos recrutas.
A dramática evocação das cenas cruéis da retirada da Laguna é bem feita, emociona e confrange. Vale por uma bela e justa homenagem ao bravo que foi o coronel Camisão.
“Alma do Brasil” vai ser exibido no Broadway e deve despertar, por sua oportunidade, o mais vivo interesse.
O trabalho fotográfico é excelente.
(Mário Nunes – Jornal do Brasil)
FONTE: José Octávio Guizzo, Alma do Brasil, edição do autor, Campo Grande, 1984. Página 69.
DIVISÃO DE MATO GROSSO: CONHEÇA A HISTÓRIA DESDE O COMEÇO

A história da criação do Estado de Mato Grosso do Sul começou ainda no século XIX, com o rompimento de setores da elite política do Sul do Estado, passando pela “Revolução da Paz”, comandada pelo maragato Bento Xavier, a guerra civil paulista de 1932, a Liga Sul-Mato-Grossense, o veto de Jânio Quadros e a decisão final da ditadura militar, em 1977.
Esta história está no livro do jornalista Sergio Cruz: HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL, que sai em edição especial para comemorar o Jubileu de Ouro da lei complementar 31/77.
São 314 páginas e 110 anos de História.








