Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS
Nasceu em Cuiabá, em 11 de julho de 1900, Filinto Strubing Muller. Militar e político, foi uma das mais controvertidas figuras de nossa história nos meados do século passado. Como militar participou do movimento tenentista de 1922, da revolução paulista de 1924 e da resistência de Catanduva, no Paraná, sob o comando do general Isidoro. Trabalhou desde a fase conspiratória da revolução de 30, que levaria Getúlio Vargas ao poder. Em 1932 é nomeado chefe de polícia do Distrito Federal, onde permaneceu por dez anos. Nesta função, o seu ato mais notável foi a entrega ao regime nazista de Adolf Hitler na Alemanha, da judia Olga Benário, mulher do líder comunista Luis Carlos Prestes, episódio celebrizado nos livros “Falta alguém em Nuremberg” e “Olga”, dos jornalistas David Nasser e Fernando Moraes, respectivamente.
Como político, foi nos últimos tempos de seus quatro mandatos de senador por Mato Grosso, um dos mais influentes do país, alcançando a liderança do governo militar e a presidência do Senado. Sua primeira eleição para o Congresso foi em 1947, reeleito sucessivamente, em 1954, 1962 e 1970. Morreu em 1973, dia de seu aniversário, em desastre de avião em Paris. Seu domicílio eleitoral sempre foi em Campo Grande.
FONTES:(1) Rubens de Mendonça, Dicionário Biográfico Matogrossense, edição do autor, Campo Grande, 1971, página 116. (2) Philadelpho Garcia, A versão e o fato, Editora Branco e Preto, Londrina, 1994, página 23.
DIVISÃO DE MATO GROSSO: CONHEÇA A HISTÓRIA DESDE O COMEÇO

A história da criação do Estado de Mato Grosso do Sul começou ainda no século XIX, com o rompimento de setores da elite política do Sul do Estado, passando pela “Revolução da Paz”, comandada pelo maragato Bento Xavier, a guerra civil paulista de 1932, a Liga Sul-Mato-Grossense, o veto de Jânio Quadros e a decisão final da ditadura militar, em 1977.
Esta história está no livro do jornalista Sergio Cruz: HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DE MATO GROSSO DO SUL, que sai em edição especial para comemorar o Jubileu de Ouro da lei complementar 31/77.
São 314 páginas e 110 anos de História.









