Campo Grande-MS
quarta-feira, 16/09/2026

Campanha teve resultado semelhante ao do ano passado e movimentou diferentes categorias de pescado

A Semana do Pescado 2026 terminou com resultado positivo para o comércio de pescado. Na comparação entre os períodos de 1º a 15 de agosto e de 1º a 15 de setembro, as vendas cresceram entre 30% e 35%, segundo o balanço do setor.

De acordo com Cleuber Linares, o desempenho ficou muito próximo do registrado no ano passado e atendeu às expectativas. A movimentação alcançou diferentes categorias, de filés e cortes a peixes inteiros e produtos semiprontos. “Foi muito bom, resultado excelente. Não teve assim um ou outro que vendeu mais, todos eles tiveram uma crescente na venda”, afirma.

Com mais de 70 itens comercializados, o crescimento não ficou restrito aos produtos colocados em oferta. Segundo Cleuber, até os itens que não estavam na promoção registraram boa procura, o que ajudou a ampliar o resultado da quinzena.

A primeira semana, entre os dias 1º e 7 de setembro, concentrou a movimentação mais intensa. É também o período em que, segundo a avaliação do setor, a campanha tem maior exposição na mídia. A segunda semana manteve uma boa venda, mas os números da quinzena refletem principalmente a força dos primeiros dias.

Nas pastelarias, o movimento também cresceu, especialmente na procura por pastéis de peixe. Pacu, tilápia e pintado tiveram boa aceitação, e Cleuber destaca que muitos consumidores chegaram aos estabelecimentos motivados diretamente pela divulgação da Semana do Pescado.

Entre as novidades desta edição, os produtos semiprontos ganharam espaço. Peixes temperados e recheados e o bolinho de pacu, incluído na promoção, tiveram boa venda. Para Cleuber, a procura acompanha uma mudança no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais praticidade.

“A gente percebeu que isso aí alavancou, tá? Alavancou, que nem o peixe temperado e recheado, ele teve uma venda boa, os bolinho, mesmo o bolinho de pacu, que entrou na promoção, teve uma venda muito boa”, explica.

O balanço mostra, assim, uma campanha que movimentou diferentes produtos e pontos de venda, com participação da divulgação na atração de consumidores e avanço de opções que facilitam o preparo do pescado.

Visita a frigorífico em Três Lagoas mostra força do peixe nativo e expansão de mercado

Em Três Lagoas, a programação da Semana do Pescado levou o superintendente Federal da Pesca e Aquicultura em Mato Grosso do Sul, Marcelo Heitor, à Pirakuá Pescados. A visita aproximou a campanha da cadeia produtiva e mostrou o trabalho da empresa com o beneficiamento de peixes nativos.

Durante a agenda, Marcelo destacou a atuação da Pirakuá com espécies nativas de Mato Grosso do Sul e chamou atenção para a participação feminina na operação, que tem cerca de 90% da mão de obra formada por mulheres. “A Piraquá é o único frigorífico do Mato Grosso do Sul que abate peixe nativo, os peixes nativos do Mato Grosso do Sul. Cerca de 90% da mão de obra do frigorífico é de mulheres, são as mulheres!”, afirmou.

A visita também apresentou os novos produtos em desenvolvimento pela empresa. A costelinha sem espinha é hoje o carro-chefe, e a Pirakuá trabalha em versões empanadas e prontas para o preparo, incluindo costelinha e filézinho.

Para o proprietário Luiz Acorci, a novidade representa uma forma de ampliar o espaço do peixe nativo no mercado. “Mais uma inovação com peixe nativo, com o peixe pantaneiro nosso. Isso não existia. Era só tilápia, tilápia, tilápia, nada contra, mas tem o valor do nosso peixe”, disse.

A expansão comercial já alcança outros mercados. Segundo Acorci, ele próprio vem realizando esse trabalho junto às redes atacadistas do estado de São Paulo. A estrutura da empresa reúne uma operação que alcança cerca de 240 toneladas de abate por ano, utiliza aproximadamente 390 toneladas de ração e trabalha com 150 mil alevinos anualmente.

Com a produção regional, a participação das mulheres e a diversificação dos produtos, a visita integrou o balanço da Semana do Pescado mostrando diferentes caminhos para ampliar o consumo e a comercialização do peixe nativo.

Fonte e Fotos: Assessoria de Imprensa do Evento