Campo Grande-MS
sexta-feira, 12/06/2026

Especialista chama atenção para os riscos da falta de proteção familiar e diz que cultura preventiva ainda é muito pequena no país

Enquanto milhões de brasileiros se preocupam diariamente com inflação, desemprego, doenças e dificuldades financeiras, uma realidade silenciosa continua crescendo no país: a falta de planejamento financeiro e proteção familiar. O alerta é do corretor de seguros Lauredano Mendes Fontoura Junior, que defende uma mudança urgente de mentalidade da população brasileira diante dos imprevistos da vida.

Segundo ele, grande parte das famílias brasileiras ainda vive sem qualquer tipo de proteção financeira, previdenciária ou securitária, ficando extremamente vulnerável diante de doenças, acidentes, invalidez ou perda de renda.

“O brasileiro, de maneira geral, ainda acredita que tragédias e imprevistos acontecem apenas com os outros. Existe uma cultura muito forte de deixar decisões importantes para depois, e isso pode gerar consequências devastadoras para a família”, afirma Lauredano.

O especialista destaca que a educação financeira e a cultura previdenciária ainda são pouco trabalhadas no Brasil, tanto no ambiente familiar quanto nas escolas, dificultando que as pessoas compreendam a importância do planejamento de longo prazo.

“O planejamento financeiro não deve ser visto apenas como investimento ou aposentadoria. Ele envolve proteção da renda, segurança familiar, sucessão patrimonial e tranquilidade diante dos momentos difíceis da vida”, explica.

Lauredano chama atenção principalmente para os trabalhadores autônomos, profissionais liberais e informais, que dependem exclusivamente da própria capacidade de produzir renda diariamente.

“Hoje, milhões de brasileiros vivem sem reserva financeira e sem qualquer proteção. Se adoecem ou sofrem um acidente, a renda simplesmente desaparece. Isso pode comprometer completamente o equilíbrio emocional e financeiro de uma família”, ressalta.

Entre os mecanismos de proteção mais importantes, o corretor destaca o seguro de vida, previdência privada complementar, seguros saúde, cobertura para doenças graves e a chamada DIT — Diária por Incapacidade Temporária — modalidade que garante reposição de renda durante períodos de afastamento do trabalho por doença ou acidente.

“Poucas pessoas conhecem a importância da DIT. Para um autônomo, empresário ou profissional liberal, ela pode representar a diferença entre manter ou perder a estabilidade financeira durante um período de afastamento”, pontua.

Lauredano também compara o cenário brasileiro com países desenvolvidos, onde a cultura de proteção financeira é muito mais consolidada. “Nos Estados Unidos e em grande parte da Europa, a população entende que planejamento é responsabilidade. No Brasil, infelizmente, ainda existe resistência cultural em falar sobre previdência, seguros e proteção familiar”, observa.

Dados apresentados pelo especialista mostram que apenas cerca de 20% dos brasileiros possuem seguro de vida, enquanto milhões seguem sem qualquer tipo de proteção patrimonial ou previdenciária. Para ele, desenvolver uma cultura mais sólida de educação financeira no país é um desafio urgente.

“Planejar não significa pensar na morte. Planejar significa cuidar da família, proteger sonhos, preservar patrimônio e garantir dignidade nos momentos mais difíceis da vida”, conclui Lauredano Mendes Fontoura Junior.

*Lauredano Mendes Fontoura Junior é corretor de seguros e possui registro SUSEP nº 201057285.