Aumento do preço da energia elétrica residencial foi o subitem de maior impacto no IPCA-15
A prévia da inflação de maio foi de 0,62%, 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril. O IPCA-15 foi divulgado nesta quarta-feira (27) pelo IBGE
A prévia da inflação de maio foi de 0,62%, 0,27 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,89%). Os grupos Alimentação e Bebidas (1,38% e 0,30 p.p.) e Habitação (1,03% e 0,15 p.p.) contribuíram positivamente no resultado geral, enquanto Transportes foi o único grupo com resultado negativo (-0,33%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,02% e, em 12 meses, 4,64%, acima dos 4,37% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, o IPCA-15 foi de 0,36%.
Entre produtos e serviços pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do IPCA-15, os maiores impactos sobre o índice geral vieram da energia elétrica residencial (2,16% e 0,09 p.p.), das carnes (1,98% e 0,06 p.p), da higiene pessoal (1,60% e 0,06 p.p) e do leite longa vida (6,07% e 0,05 p.p.). Já entre os subitens com impactos negativos neste mês, destacaram-se gasolina (-1,32% e -0,07 p.p.), etanol (-2,73% e -0,02 p.p.) e café moído (-2,09% e -0,01 p.p.).
A alimentação no domicílio saiu de 1,77% em abril para 1,73% em maio. Contribuíram para esse resultado as quedas da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%). Por outro lado, destacaram-se as altas da batata-inglesa (26,29%), do tomate (12,97%), do leite longa vida (6,07%) e das carnes (1,98%). Já a alimentação fora do domicílio (0,51%) desacelerou em relação a abril (0,70%), com as variações da refeição (0,57%) e do lanche (0,37%) que, em abril, haviam subido 0,65% e 0,87%, respectivamente.
Os preços do grupo Habitação subiram 1,03%, com destaque para a energia elétrica residencial (2,16%), principal impacto individual (0,09 p.p) no IPCA-15 de maio, mês em que passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos.
No grupo Transportes (-0,33%), os combustíveis desaceleraram de 6,06% em abril para -1,47% em maio. Houve recuos no etanol (-2,73%), óleo diesel (-2,04%) e na gasolina (-1,32%). Já o gás veicular teve alta de 2,12%. As passagens aéreas aumentaram 3,25%, após recuarem 14,32% em abril.
Em maio, a maior variação foi em Goiânia (1,41%) e a menor foi em Brasília (0,33%)
Entre as 11 áreas onde os preços são coletados para o cálculo do IPCA-15, a maior alta foi registrada em Goiânia (1,41%), por conta das altas do etanol (16,62%) e da gasolina (9,67%). O menor resultado foi em Brasília (0,33%), com os recuos do ônibus urbano
(-3,30%) e da gasolina (-2,96%).
Mais sobre a pesquisa
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de abril a 15 de maio (referência) e comparados com aqueles vigentes de 18 de março a 15 de abril de 2026 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15 será no dia 25 de junho de 2026.
Agência Gov/Via IBGE | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil










