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terça-feira, 23/07/2024
 Foto: IPCA foi de -0,14% em junho na capital sul-mato-grossense

Campo Grande, 11/07/2023 às 16:35

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de -0,14% em junho, 0,44 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (0,30%). Essa foi a menor variação para o mês de junho desde 2017, quando o índice foi de -0,40%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,91% e, nos últimos 12 meses, de 2,43%, abaixo dos 3,24% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2022, a variação havia sido de 0,64%.

Período Taxa
Junho de 2023 -0,14%
Maio de 2023 0,30%
Junho de 2022 0,64%
Acumulado do ano 2,91%
Acumulado nos últimos 12 meses 2,43%

O resultado de junho foi influenciado principalmente pelas quedas em Alimentação e bebidas (-1,05%) e Artigos de Residência (-0,76%). Habitação (-0,14%) e Transportes (-0,03%) também registraram recuo nos preços no IPCA de junho. No lado das altas, Vestuário (1,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,58%), e Despesas pessoais (0,21%) registraram os maiores avanços. Educação (0,09%) e Comunicação (0,02%) completaram o índice.

Grupo Variação (%)
Maio Junho
Índice Geral de Campo Grande 0,30 -0,14
Alimentação e bebidas -0,09 -1,05
Habitação 1,34 -0,14
Artigos de residência 0,20 -0,76
Vestuário -0,05 1,05
Transportes -0,53 -0,03
Saúde e cuidados pessoais 1,11 0,58
Despesas pessoais 0,68 0,21
Educação 0,11 0,09
Comunicação 0,19 0,02

A queda do grupo Alimentação e bebidas (-1,05%) deve-se, principalmente, ao recuo nos preços da alimentação no domicílio (-1,54%). Destacam-se as quedas de óleos e gorduras (-5,94%), das carnes (-3,68%), de aves e ovos (-2,52%) e cereais, leguminosas e oleaginosas (-2,42%). No lado das altas, sal e condimentos (4,34%) e hortaliças e verduras (2,96%) registraram os maiores aumentos. A alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,50%.

Em Transportes (-0,03%), o resultado foi influenciado pelo recuo nos preços dos combustíveis (-0,78%). No grupo Habitação (-0,14%), a maior contribuição veio de combustíveis (domésticos) (-4,62%), devido à queda nos preços de gás de botijão. Já o resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (0,58%) foi influenciado pela alta nos preços de produtos óticos (2,13%) e produtos farmacêuticos (1,52%).

Segundo o economista e superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Comércio Exterior da Sidagro (Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio), José Eduardo Corrêa dos Santos, o cenário inflacionário local tem se mantido muito próximo à realidade nacional. “Após meses de políticas monetárias rígidas por parte do Banco Central, os preços começam a desacelerar, se situando dentro da meta estabelecida pelo próprio Banco, de 3,25% ao ano. Em um cenário de inflação mais baixa, aliada à situação de pleno emprego que Campo Grande tem experimentado, ajudam a melhorar as perspectivas para a economia municipal no segundo semestre”, pontua.

País

Cinco áreas apresentaram alta em junho. A maior variação foi em Belo Horizonte (0,31%), em função da energia elétrica residencial (13,66%), e a menor em Goiânia (-0,97%), influenciada pelas quedas na gasolina (-5,40%) e na energia elétrica residencial (-4,83%).

Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação
Acumulada (%)
Maio Junho Ano 12 meses
Belo Horizonte 9,69 0,48 0,31 3,46 2,54
Recife 3,92 0,41 0,28 2,52 2,47
Aracaju 1,03 0,35 0,26 3,25 2,76
Vitória 1,86 0,01 0,06 3,10 3,76
Curitiba 8,09 0,25 0,03 2,95 2,07
São Paulo 32,28 0,24 -0,01 3,12 4,44
Porto Alegre 8,61 0,08 -0,02 2,81 2,58
Belém 3,94 0,01 -0,09 2,60 3,13
Campo Grande 1,57 0,30 -0,14 2,91 2,43
Rio de Janeiro 9,43 0,08 -0,20 2,48 3,03
Salvador 5,99 0,35 -0,23 3,00 2,70
Fortaleza 3,23 0,56 -0,40 2,69 2,13
Brasília 4,06 0,19 -0,40 2,29 3,24
Rio Branco 0,51 0,29 -0,50 2,10 2,62
São Luís 1,62 -0,38 -0,62 0,91 1,11
Goiânia 4,17 0,15 -0,97 2,06 1,30
Brasil 100,00 0,23 -0,08 2,87 3,16

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 30 de maio e 28 de junho de 2023 (referência) com os preços vigentes entre 29 de abril e 29 de maio de 2023 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

*Com informações da Agência de Notícias do IBGE.

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