quinta-feira, 23/05/2024
Prefeitura promove carreata em prol da vida e contra o uso de drogas
Foto: Diogo Gonçalves

Campo Grande, 28/02/2023 às 09:28

Uma carreata cruzou a Avenida Afonso Pena com a participação de dezenas de carros que manifestavam um alerta dos riscos sobre o uso de drogas e substâncias psicoativas, como a dependência e a degradação física e mental. A manifestação denominada “Campo Grande em Ação, Drogas Não” foi organizada pela Subsecretaria de Defesa dos Direitos Humanos de (SDHU) e contou com a presença de pessoas que já tiveram problemas com a dependência química ou alcoolismo na manhã dessa segunda-feira (27). A carreata teve início em frente ao Aquário do Pantanal e teve parada final no Paço Municipal.

A ação foi alusiva ao último dia 20, Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. “A carreata não só para alertar a sociedade sobre os riscos do uso de drogas e álcool, mas também para mostrar que Campo Grande tem ajuda disponível para quem quiser sair desse caminho, do vício que leva a destruição. Hoje temos 300 vagas gratuitas para quem quiser fazer o tratamento custeado pela Prefeitura”, destacou Bárbara Cristina Rodrigues, diretora-adjunta da SDHU e coordenadora de Proteção à População de Rua e Políticas sobre Drogas (COPRAD).

Em Campo Grande, a SDHU por meio da COPRAD, oferece 300 vagas sociais para pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social em uso de álcool e/ou drogas, por meio de 11 Comunidades Terapêuticas (CTs) conveniadas com a Prefeitura Municipal. Os acolhidos recebem, de forma voluntária, acolhimento, tratamento para recuperação e reinserção social.

Somente 2022, a SDHU atendeu 951 pessoas, sendo 581 encaminhadas para tratamento. O período de desintoxicação dura em média de 9 meses a 1 ano. Durante o processo de terapia, os assistidos têm oportunidade de realizar cursos profissionalizantes, uma oportunidade de ingressarem no mercado de trabalho após a conclusão do tratamento.

Representando a Federação Sul-mato-grossense das Comunidades Terapêuticas (Fesmact), Scheila de Fátima Matheus apontou que só é possível realizar esse trabalho graças ao apoio do poder público. “Hoje, nós temos acesso a atendimentos de saúde pública e aos cursos profissionalizantes, graças ao apoio da gestão municipal, que sempre tem nos estendido as mãos, e nós agradecemos por terem esse olhar sensível junto ao nosso trabalho”.

“Além de amparar as pessoas que estão em estado de vulnerabilidade nas ruas e em uso de drogas, o programa de tem um fator ainda mais importante: o retorno de convivência com sua família, que são as pessoas que mais sofrem em ver um ente querido naquela situação de extrema tristeza”, apontou Amadeu Borges, subsecretário municipal de Defesa dos Direitos Humanos.

Em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), a SDHU também faz o trabalho de abordagem com pessoas que estão nas ruas em uso de drogas, principalmente em pontos de concentração de usuários, como também com denúncias de locais apresentados pela sociedade civil.