sábado, 13/04/2024
Música, dança, teatro, literatura e artes: Festival de Bonito já tem data e ganhou um dia a mais

Do dia 23 ao dia 27 de agosto, a cidade de Bonito vai ser palco para as artes, música, dança, literatura, teatro, gastronomia e moda. Além da data definida nessa terça-feira (21) em audiência pública do município, o Governo de Mato Grosso do Sul também anunciou que a programação terá um dia a mais.

Para o governador do Estado, Eduardo Riedel, a decisão de ampliar o festival considerou a importância do evento na celebração da riqueza cultural de Mato Grosso do Sul e do Brasil, bem como a valorização das atrações locais em um dos mais importantes cartões postais do Estado.

Foto: Ricardo Gomes

“A novidade é que agora serão cinco dias de atrações, democratizando a cultura, com shows e atividades gratuitas, atraindo turistas de todo o Brasil e de outros países. A cultura e o turismo andam juntos. O turismo é uma indústria que, nos próximos anos, receberá atenção muito especial em Mato Grosso do Sul, por sua capacidade de gerar recursos, alavancar potencialidades locais, disseminar o Estado no Brasil e no mundo e, também, educar e envolver as comunidades”, declarou Riedel.

Titular da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Marcelo Miranda explica que a audiência é o start para a construção coletiva do Festival de Inverno de Bonito.

Foto: Elisa Mendes

“Tivemos a presença de vários artistas, de toda a comunidade, a prefeitura e os secretários assim como toda a parte técnica que participou ativamente discutindo sugestões e críticas dos festivais anteriores, para que a gente possa fazer uma formatação que realmente atenda à expectativa de toda a população”, enfatizou Marcelo Miranda.

A data escolhida, de 23 a 27 de agosto, foi alinhada para melhor se adequar a questão do fluxo turístico na cidade e do calendário do Estado. “Aumentamos em um dia a realização do evento atendendo à reivindicação de comerciantes, proprietários de pousadas e restaurantes”, completa o titular da Setescc.

Entre as sugestões levadas à audiência, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul vai trabalhar pela qualificação dos artistas de Bonito e região, ampliar o espaço de artesanato e implementar área para música eletrônica.

“Estamos atendendo à recomendação do governador Eduardo Riedel. Quem ouve mais, erra menos. Então, fizemos a audiência pública para construir coletivamente o festival”, reforça Marcelo Miranda.

Para o presidente da FCMS, Max Freitas, o Festival de Inverno de Bonito é muito importante para o município e para os turistas. “Queremos fazer uma programação diversa e em vários locais da cidade, para que a população e turistas tenham acesso e também conheçam novos locais de cultura. Mais um dia de festival possibilitará mais atrações, oficinas e shows para o público. Será um festival grandioso e transversal culturalmente”, ressalta Max.

Prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues explica que apresentou o pedido para que o Festival fosse mantido no final de agosto, a exemplo de 2022, para gerar fluxo de visitantes durante a baixa temporada.

“Julho já é um mês de alta temporada em Bonito, devido às férias escolares e realizar o Festival de Inverno em agosto, principalmente considerando a data de aniversário de Campo Grande, no dia 26, deu resultados muito positivos”, detalha.

Outras edições

Ney Matogrosso já se apresentou no festival – Foto: Daniel Reino

Em 22 anos, o Festival de Inverno de Bonito se consolidou como um dos maiores do País. Na edição anterior, o festival promoveu 122 atividades culturais e foi um sucesso de público e fluxo econômico, a estimativa é que o público tenha chegado a  80 mil pessoas nos quatro dias de evento.

Além de já ter trazido a Bonito shows como Elza Soares, Ney Matogrosso, Gal Costa, Milton Nascimento, o festival homenageia figuras que fazem parte da história de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Sempre ligado a um tema, o Festival de Inverno de Bonito ainda leva a população a ocupar os espaços com arte por todos os lados.

Festival de Inverno de Bonito é sucesso de público há mais de duas décadas – Foto Marithê do Céu

Paula Maciulevicius, Setescc

Foto destaque: Alberto Rocha