20/08/23
Pressão da oposição, registrada em representação do povo de Cuiabá ao príncipe regente Dom Pedro, resulta na deposição do marechal Francisco de Paula Magessi Tavares de Paula (foto) do governo da capitania de Mato Grosso.
Os requerentes indicavam como núcleo de sua reivindicação radical, a “impunidade do crime, a elevação ou a conservação de um parente, o interesse das famílias são outros tantos objetos a que sacrificam continuamente o bem público e o direito mais legítimo do cidadão benemérito, do homem virtuoso”.
O governador deposto deixou Cuiabá no dia 13 de setembro, assumindo em seu lugar uma junta governativa assim composta:
Presidente – Dom Luis de Castro Pereira, bispo de Ptolamaida; secretário – capitão Luis d’Alincourt; e tenente-coronel Jerônimo Joaquim Nunes; capitão-mor João José Guimarães e Silva; vigário geral Agostinho Luis Gularte Pereira; tenente-coronel Felix Merme; sargento-mor André Gaudie Ley; padre José da Silva Guimarães; e tenente-coronel Antonio Navarro de Abreu.
Outra junta governativa seria criada em Vila Bela da Santíssima Trindade que, inconformada com a mudança do presidente para Cuiabá, estabeleceu um governo paralelo.
FONTE: Rubens de Mendonça, Historias das revoluções em Mato-Grosso, edição do autor, Cuiabá, 1970, página 20.
FOTO: Governo de Mato Grosso.









