Campo Grande-MS
terça-feira, 23/07/2024

13/08/23

Governistas começam a coletar a partir de segunda-feira (14) as 63 assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a negociação de peças de luxo do patrimônio público por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O requerimento para criação da CPI das Joias circula na Câmara dos Deputados desde março — mês em que foi protocolado pelos deputados Túlio Gadêlha (Rede-PE) e Rogério Correia (PT-MG). Na ocasião acabara de vir à baila o escândalo das peças árabes de R$ 16,5 milhões que integrantes do governo Bolsonaro quiseram retirar sem o aval da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Nos últimos cinco meses, 108 parlamentares assinaram o requerimento pela instalação da CPI das Joias. Contudo, o assunto foi escanteado em meio às atividades da CPMI do 8 de Janeiro, que investiga entre Senado e Câmara as invasões e os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, sete dias após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A articulação para o início da CPI das Joias ganhou força na última sexta-feira (11) após a operação da Polícia Federal (PF) contra o advogado de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef, e o general Lourena Cid, pai do ex-ajudante de ordens do ex-presidente, Mauro Cid.

Detalhes do inquérito enviados pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que Bolsonaro conhecia o estratagema para negociação de joias, peças de arte e relógios de luxo recebidos em missões oficiais. Os itens pertenciam ao patrimônio público e eram negociados por aliados do ex-presidente para depósito dos valores nas contas de Bolsonaro e de integrantes do governo.

FONTE: Itatiaia

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