Campo Grande-MS
domingo, 11/01/2026

A importância do diagnóstico precoce, do enfrentamento do estigma e discriminação e do tratamento gratuito oferecido pelo SUS

A hanseníase é uma doença causada por uma bactéria que atinge a pele e os nervos periféricos. Quando não tratada ou tratada tardiamente, pode causar deficiências. Com o objetivo de divulgar essas e outras informações, O Janeiro Roxo é uma campanha nacional de conscientização e combate à hanseníase (lepra), instituída pelo Ministério da Saúde, que usa a cor roxa para educar a população sobre os sintomas (manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência), a importância do diagnóstico precoce e o fim do preconceito, já que a doença tem cura e tratamento gratuito pelo SUS, e a transmissão ocorre por vias respiratórias, não pelo toque.  

Sintomas a Observar: 
  • Manchas na pele (mais claras, vermelhas ou escuras) com alteração de sensibilidade.
  • Dormência, formigamento ou fisgadas em mãos e pés.
  • Fraqueza muscular e perda de pelos/transpiração na área afetada.

Confira algumas informações e saiba o que é falso ou verdadeiro sobre a doença: 

Falso

  • A hanseníase se pega pelo abraço, utilização de talhares e roupas;
  • A hanseníase é de transmissão hereditária;
  • A hanseníase se cura com tratamento caseiro;
  • Pessoas com hanseníase devem ser afastadas do convívio familiar e social;
  • É impossível ter uma vida normal com hanseníase. 

Verdadeiro

  • A doença é transmitida de pessoa para pessoa;
  • É transmitida por meio de contato próximo e prolongado com uma pessoa doente (na forma infectante, sem tratamento), através de gotículas de saliva ou secreções nasais eliminadas pela fala, tosse ou espirro
  • A hanseníase tem tratamento e cura;
  • O tratamento é distribuído gratuitamente pelo SUS;
  • Só transmite a hanseníase quem não está em tratamento ou o faz de forma irregular;
  • A hanseníase atinge a pele e nervos periféricos. 

Estigma e discriminação

O desconhecimento sobre as formas de transmissão e sobre a existência da cura, além das deficiências decorrentes da doença, reforçam o estigma. Por isso, o paciente muitas vezes é excluído do seu círculo social. Como forma de enfrentamento ao estigma é importante o envolvimento das pessoas acometidas, seus familiares, comunidade, profissionais de saúde e outros, para promover o entendimento sobre a hanseníase e a desconstrução dos desconhecimentos e medos. 

Prevenção

O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos dos que convivem ou conviveram, residem ou residiram, de forma prolongada, com caso novo diagnosticado de hanseníase são as principais formas de prevenção.

Prevenção contra as deficiências físicas

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença e de suas complicações, além das orientações quanto à prática do autocuidado, configuram as principais formas de prevenção das deficiências físicas decorrentes da hanseníase. A prevenção de deficiências físicas inclui um conjunto de medidas visando evitar a ocorrência de danos físicos, emocionais, espirituais e socioeconômicos. 

Devido ao comprometimento neurológico, a hanseníase é uma doença com potencial incapacitante, podendo causar deformidades e deficiências físicas antes do diagnóstico e durante e após o tratamento com a Poliquimioterapia Única (PQT-U).

Consideram-se como componentes da Prevenção de Deficiências Físicas (Trevo) os seguintes elementos:

  • Diagnóstico precoce, tratamento regular com PQT-U e aplicação de BCG em contatos;
  • Detecção precoce e tratamento adequado das reações e neurites;
  • Apoio a manutenção da condição emocional e integração social (família, estudo, trabalho, grupos sociais);
  • Realização de autocuidados

Fonte: Ministério da Saúde | Imagem: Freepik