Campo Grande-MS
terça-feira, 10/02/2026

Redução de 2,73% na energia elétrica residencial teve maior impacto negativo no resultado do mês. Por outro lado, alta de 2,06% da gasolina foi item com maior aumento no período

No primeiro mês do ano, o IPCA ficou em 0,33%, repetindo o índice de dezembro de 2025. Em sentidos opostos, a luz elétrica residencial, com queda de 2,73% nos preços, e a gasolina, com alta de 2,06%, foram as principais influências para o índice em janeiro. Com isso, o acumulado em 12 meses ficou em 4,44%. Em janeiro de 2025, o IPCA foi de 0,16%. Assim, a inflação segue abaixo do teto da meta.

inflaçãojaneiro.png

Dentre os nove grupos, Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês (-0,11 p.p.). Em dezembro, estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores. Além de Habitação, o outro grupo que apresentou queda nos preços foi vestuário (-0,25%).

Por outro lado, Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 p.p.), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 p.p.). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

“Na estrutura do IPCA a gasolina apresenta peso de 5,07% e a energia elétrica residencial de 4,16%, ou seja, são os subitens com as maiores participações nas despesas das famílias, na ótica do indicador. Dessa forma, variações nesses dois componentes da cesta de produtos apresentam impacto no cálculo final do índice”, explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA

Na energia elétrica a queda veio, principalmente, por conta da mudança na bandeira tarifária de amarela (em dezembro) para verde (em janeiro). Na gasolina houve reajuste no ICMS a partir de 1º de janeiro, impactando o preço final para o consumidor”, disse

inflaçãojaneiro2.png
Transportes e Comunicação 

Ainda em Transportes, o ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em seis capitais do país: Fortaleza (20,00%), São Paulo (6,00%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%).  Cabe ressaltar que os principais impactos negativos (-0,06 p.p e -0,07 p.p.) no grupo Transportes vieram dos subitens transporte por aplicativo (-17,23%) e passagem aérea (-8,90%), após altas de, respectivamente, 13,79% e 12,61% em dezembro.

Em janeiro, a  maior variação entre os grupos do IPCA veio na Comunicação (0,82%), destacando-se a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos subitens tv por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (0,76%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,70%), grupo com a segunda maior variação, sobressaíram os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).

Já o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.

“Em termos dos nove grupos do IPCA, Alimentação e bebidas é o de maior peso (21,42%), o que significa que pouco mais de 1/5 das despesas das famílias é com alimentação, especialmente em casa. Em janeiro o grupo mostrou desaceleração na alta de preços (saiu de alta de 0,14% em dezembro para 0,10% em janeiro), em especial com a contribuição de subitens como o leite longa vida que recuou 5,59% e o ovo de galinha com -4,48%”, destacou Fernando Gonçalves.

Rio Branco (AC) teve a maior alta de preços em janeiro

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e da passagem aérea (- 11,01%).

INPC tem alta de 0,39% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,39% em janeiro, 0,18 p.p. acima do resultado observado em dezembro (0,21%). Na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,30%, acima dos 3,90% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,00%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de dezembro (0,28%) para janeiro (0,14%). A variação dos não alimentícios passou de 0,19% em dezembro para 0,47% em janeiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) dos artigos de higiene pessoal (1,78%). A menor variação ocorreu em Recife (0,17%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e do transporte por aplicativo (-19,31%).

Mais sobre a pesquisa

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. Acesse os dados no?Sidra. O próximo resultado do IPCA, referente a fevereiro, será divulgado em 12 de março.

Fonte: No primeiro mês do ano, o IPCA ficou em 0,33%, repetindo o índice de dezembro de 2025. Em sentidos opostos, a luz elétrica residencial, com queda de 2,73% nos preços, e a gasolina, com alta de 2,06%, foram as principais influências para o índice em janeiro. Com isso, o acumulado em 12 meses ficou em 4,44%. Em janeiro de 2025, o IPCA foi de 0,16%. Assim, a inflação segue abaixo do teto da meta.

inflaçãojaneiro.png

Dentre os nove grupos, Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês (-0,11 p.p.). Em dezembro, estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores. Além de Habitação, o outro grupo que apresentou queda nos preços foi vestuário (-0,25%).

Por outro lado, Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 p.p.), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 p.p.). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).

“Na estrutura do IPCA a gasolina apresenta peso de 5,07% e a energia elétrica residencial de 4,16%, ou seja, são os subitens com as maiores participações nas despesas das famílias, na ótica do indicador. Dessa forma, variações nesses dois componentes da cesta de produtos apresentam impacto no cálculo final do índice”, explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA

Na energia elétrica a queda veio, principalmente, por conta da mudança na bandeira tarifária de amarela (em dezembro) para verde (em janeiro). Na gasolina houve reajuste no ICMS a partir de 1º de janeiro, impactando o preço final para o consumidor”, disse

inflaçãojaneiro2.png
Transportes e Comunicação 

Ainda em Transportes, o ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em seis capitais do país: Fortaleza (20,00%), São Paulo (6,00%), Rio de Janeiro (6,38%), Salvador (5,36%), Belo Horizonte (8,70%) e Vitória (4,16%).  Cabe ressaltar que os principais impactos negativos (-0,06 p.p e -0,07 p.p.) no grupo Transportes vieram dos subitens transporte por aplicativo (-17,23%) e passagem aérea (-8,90%), após altas de, respectivamente, 13,79% e 12,61% em dezembro.

Em janeiro, a  maior variação entre os grupos do IPCA veio na Comunicação (0,82%), destacando-se a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos subitens tv por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (0,76%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,70%), grupo com a segunda maior variação, sobressaíram os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).

Já o grupo Alimentação e bebidas desacelerou, na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.

“Em termos dos nove grupos do IPCA, Alimentação e bebidas é o de maior peso (21,42%), o que significa que pouco mais de 1/5 das despesas das famílias é com alimentação, especialmente em casa. Em janeiro o grupo mostrou desaceleração na alta de preços (saiu de alta de 0,14% em dezembro para 0,10% em janeiro), em especial com a contribuição de subitens como o leite longa vida que recuou 5,59% e o ovo de galinha com -4,48%”, destacou Fernando Gonçalves.

Rio Branco (AC) teve a maior alta de preços em janeiro

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,81%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,75%). A menor variação ocorreu em Belém (0,16%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e da passagem aérea (- 11,01%).

INPC tem alta de 0,39% em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC teve alta de 0,39% em janeiro, 0,18 p.p. acima do resultado observado em dezembro (0,21%). Na ótica dos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,30%, acima dos 3,90% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa foi de 0,00%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de dezembro (0,28%) para janeiro (0,14%). A variação dos não alimentícios passou de 0,19% em dezembro para 0,47% em janeiro.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) dos artigos de higiene pessoal (1,78%). A menor variação ocorreu em Recife (0,17%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e do transporte por aplicativo (-19,31%).

Mais sobre a pesquisa

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. O próximo resultado do IPCA, referente a fevereiro, será divulgado em 12 de março.

Agência Gov/Via IBGE | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil