Levantamento aponta Brasil como maior beneficiado da nova rodada de tarifas dos EUA
As tarifas globais dos Estados Unidos passaram a vigorar com alíquota de 10% nesta terça-feira (24). O presidente Donald Trump havia prometido uma alíquota de 15%. Na manhã desta terça, no entanto, a alfândega americana comunicou que a tarifa menor entrou em vigor.
A medida tem como base legal a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA, que autoriza o presidente a impor tarifas de até 15% por até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos ou restrições comerciais.
A nova rodada do tarifaço veio após a Suprema Corte dos EUA ter decidido, na sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump violou a lei federal ao impor unilateralmente as taxas de importação, declarando ilegais e inválidas as tarifas emergenciais anunciadas nos últimos meses.
Inicialmente definidas em 10%, as tarifas foram elevadas por Donald Trump no sábado (21).
Em publicação na rede social Truth Social, o republicano afirmou que irá, “com efeito imediato, elevar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm explorando os EUA há décadas, sem retaliação (até a minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”.
O Brasil deve sair como o maior beneficiado das tarifas de 10% impostas pelos EUA, segundo levantamento da plataforma de monitoramento Global Trade Alert.
Segundo a pesquisa, a nova regra deve causar uma redução de 13,6 pontos na alíquota média aplicada às exportações brasileiras que chegam em território norte-americano.
Antes de a Suprema Corte tornar ilegal o tarifaço, eram cobradas do Brasil tarifas médias de cerca de 26,3%, passando para 12,8% com a nova cobrança global.
Ademais, os principais produtos exportados aos EUA pelo agronegócio brasileiro – como carne bovina, laranjas e suco de laranja – estarão isentos da tarifa global.
Fonte: CNN Brasil | Foto: Reuters/Carlos Barria/Arquivo/proibida reprodução









