Pesquisa do jornalista Sergio Cruz, da ASL e do IHGMS
Paralisação dos trabalhadores no porto de Corumbá e uma super enchente no rio São Lourenço, registrada em 7 de janeiro de 1921, que interromperam as comunicações com a capital, isolaram Cuiabá. A crise tem repercussão em todo o Brasil, aqui resumida pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro:
” Há cerca de um mês todo o pessoal da navegação declarou-se em parede, estando amarradas embarcações em Corumbá e suspensas assim as comunicações com Cuiabá.
O governo do Estado tem procurado conciliar os paredistas com os armadores, mas até agora sem resultado positivo.
É difícil a situação, pois isolando a capital, está criando embaraços de toda a ordem ao comércio e à população.
A extraordinária enchente do rio São Lourenço interrompeu as comunicações telegráficas com o sul do Estado, havendo aqui cerca de oitocentos despachos que não podem seguir o seu destino.
O general Rondon, que visitou a zona de interrupção, comunica que é impossível o restabelecimento das linhas antes da vazante, pois os fios estão em baixo.
A diretoria dos Telégrafos prestaria grande serviço determinando que S.Paulo encaminhe os telegramas para o Sul do Estado, inclusive Corumbá, por intermédio da Paulista e da Noroeste”.¹ (Jornal Commercio 7/1/1921)
A greve, ainda segundo a imprensa carioca reinvindica aumento salarial e é pacífica.
A navegação começou a ser normalizada no dia 21 de janeiro:
“Devido aos esforços do comandante da Circunscrição Militar, ficou restabelecido definitivamente o tráfego fluvial, tendo já algumas lanchas subido o rio em viagem para diferentes destinos”.²
FONTE: ¹Jornal do Commercio (RJ) 07/01/1921, ²O Jornal (RJ), 22/01/1921.

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