Campo Grande-MS
quinta-feira, 5/02/2026

Pesquisa do jornalista Sergio Cruz da ASL e do IHGMS


Justificando-se em eventual aversão do judeu para as atividades agrícolas, únicas abertas à imigração, o matogrossense Filinto Muller, chefe de polícia do Rio de Janeiro, no governo Vargas, e que depois viria a ser senador por diversos mandatos em Mato Grosso, recomendava em relatório ao Ministro Francisco Campos, da Justiça e Negócios Interiores, de 5 de fevereiro de 1938, a manutenção das restrições à entrada de judeus no Brasil. O memorial apontava três razões para vetar a entrada de judeus alemães, perseguidos pelo nazismo
1) por não se dedicarem à agricultura, contrariando a política tradicional do Departamento Nacional de Povoamento que tem por objetivo fomentar a corrente migratória para o campo;

2) por se dedicarem às atividades comerciais de baixa classe, desorganizando todo o comércio nacional nas cidades do interior do país; e

3) no tocante às suas ideias políticas.

Filinto foi acusado de haver entregue a militante comunista Olga Benário, mulher de Luiz Carlos Prestes ao governo nazista de Adolf Hitler.


FONTE: Maria Luiza Tucci Carneiro, O anti-semitismo na era Vargas, Editora Brasiliense, São Paulo, 1988, página 338.

A LEI DO 44 ESTÁ DE VOLTA!

Está de volta às plataformas o livro do jornalista Sergio Cruz, “Sangue no Oeste, a lei do 44”, trabalho de pesquisa com episódios de violência que marcaram nossa História. A morte do prefeito Ari Coelho, de Campo Grande, da prefeita Dorcelina Folador, de Mundo Novo, o sequestro do Ludinho, a pandemia de gripe espanhola, em Campo Grande e outras notícias, que aos poucos vão sendo esquecidas. CLIQUE AQUI e compre o seu exemplar.