Pesquisa do jornalista Sergio Cruz da ASL e do IHGMS
Trinta e oito anos depois da conclusão do seu principal trecho, entre Porto Esperança e Bauru, chega finalmente a Corumbá, em 31 de janeiro de 1952, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Este último trecho compreende 78 quilômetros de extensão e sua inauguração foi marcada com solenidade com a presença do governador Fernando Correa da Costa, o general Edgar de Oliveira, representante do presidente da República, do representante do ministro da Viação e outras autoridades convidadas.¹
Sobre a importância do evento, o engenheiro Flávio Vieira, representante do Ministério da Viação, junto ao Diretório Central do Conselho Nacional de Geografia, defendeu relevou a expectativa da implantação da estrada entre o Atlântico e o Pacífico:
“A chegada dos trilhos da Noroeste do Brasil a Corumbá, a 1351 quilômetros da cidade de Bauru, tem importante significação, por isso que estabelece a ligação dessa nova grande via férrea com a Estrada de Ferro Brasil-Bolívia, cujos trilhos deverão alcançar, possivelmente no fim deste ano Santa Cruz de la Sierra, no interior boliviano. Transposto o rio Paraguai pela ponte Presidente Eurico Dutra, a Noroeste pode completar a sua linha mestra e assim estabelecer a conexão do sistema ferroviário do Brasil com aquela estrada internacional, a qual, uma vez articulada à rede ferro-carril boliviana, permitirá, futuramente, a ligação do porto de Santos ao de Arica, no Chile, através de uma linha interoceânica com 4 mil quilômetros de extensão. Por aí se vê a importância, não só política como econômica e social, que tem para o nosso país e para a América do Sul o acontecimento ferroviário a que nos estamos referindo”.²
A ponte sobre o rio Paraguai foi inaugurada em 20 de setembro de 1947.
FONTE: ¹Diário de Notícias (RJ), 3 de fevereiro de 1952, ²A Manhã (RJ) 17/02/1952
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