Pesquisa do jornalista Sergio Cruz da ASL e do IHGMS
A fim de reforçar os exércitos na frente Sul do país, ao avanço das forças aliadas, dá-se a evacuação de Corumbá, ocupada desde o início da guerra em 1864. Lécio Gomes de Souza pormenoriza o acontecimento:
“Somente a 3 de abril de 1868 dar-se-á a evacuação de Corumbá e, na passagem dos navios que transportavam a tropa pelo Forte, a de Coimbra. Solano Lopez a determinara a fim de reforçar os exércitos na frente meridional, ao avanço inexorável das tropas aliadas, após a passagem de Humaitá a 19 de fevereiro daquele ano, quando a vila ficara em completa ruína e a fortaleza totalmente arrasada, facilitando, assim, a subida e a vitória definitiva dos efetivos aliados.
A certeza de que Corumbá ficara liberta da prolongada ocupação confirmar-se-ia meses depois. De ordem do vice-presidente da província, então em exercício do governono, Barão de Aguapeí, a 17 de agosto de 1868 partia de Cuiabá, o capitão João de Oliveira Melo, com uma patrulha de 50 homens escolhidos, para verificar ‘de visu’ a procedência do informe levado pelo capitão Antonio de Oliveira Jamacuru. O valoroso oficial deu cabal cumprimento à incumbência. Regressando à capital, transmitiu informações precisas do que havia observado.
Corumbá jazia deserta, as casas comerciais saqueadas, os edifícios públicos arrombados, muitos prédios incendiados. Tudo era desolação e tristeza. Os habitantes haviam fugido ou estavam prisioneiros nos campos de concentração no Paraguai, muitos já mortos, outros sofrendo maus tratos e torpezas. Ladário, Albuquerque e Coimbra ofereciam o mesmo lúgubre aspecto. Os campos estavam vazios, os rebanhos tangidos para o território inimigo. Parecia que a vida parara nas infelizes localidades. Nem mesmo uma esperança raiava para um possível ressurgimento”.
FONTE: Lécio Gomes de Souza, Historia de Corumbá, edição do autor, Corumbá, sd. Página 64.
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