Pesquisa do jornalista Sergio Cruz da ASL e do IHGMS
Hugo Pereira do Vale (arquivo de família)
Nascido em 11 de janeiro de 1918, morreu em Campo Grande, sua cidade natal, em 20 de janeiro de 1982, Hugo Pereira do Vale, um dos pioneiros da academia de letras de Mato Grosso do Sul. Médico e advogado, sobressaiu-se em várias atividades, dedicando-se com grande intensidade na literatura e poesia.
Oficial da reserva do Exército, participou das campanhas na Itália, durante a II Guerra Mundial, incorporado à Força Expedicionária Brasileira, como oficial de infantaria. Nesta área recebeu várias condecorações, entre elas as medalhas Olavo Bilac, do Exército e Medicina, da Aeronáutica.
Poeta, destacou-se por seu sonetos e como romancista publicou, entre outras obras, o ensaio de filosofia “Atrás das muralhas da razão” e o livro de poesias, “Areia do Deserto”. Sobre sua obra, Gervásio Leite, presidente da Academia Matogrossense de Letras, da qual Hugo fazia parte:
“Caro Hugo Pereira do Vale, ao examinar a vossa obra de poeta e de pensador, impressiona o senso de beleza e a unidade de pensamento orientado por uma filosofia que bem se ajusta à vossa personalidade. Como peta impossível citar qual o mais belo soneto, o poema mais profundo, fruto da vossa sensibilidade, apurada pela cultura, talento, sentimento estético e pela vasta experiência do mundo. Nos versos estais por inteiro, alma desnuda, o homem livre, aberto para as festas da Beleza e do Bem, e que trilha a estrada aberta aos seus pés à procura do ideal da perefeição. Ocorre-me, porém, destacar um vosso admirável soneto (Prudência) que lembra um dos grandes poetas brasileiros, o quase esquecido Rui de Leone”.
PRUDÊNCIA
Guarda comigo a fé que mora n’alma/ Avaramente esconde teus rumores/ E em nada culpes tua sorte…Acalma/ A dor que vive em ti fazendo horrores./ Sofre em silêncio as noites de amargura/ Sem queixar a ninguém esta tristeza/ Infinda, que nenhum remédio cura/ E o peito fere-te com aspereza./ Perdoa a ingratidão que ninguém te faz…/ Calmo, caminha para a frente e luta! E também jamais olhes para trás;/ Porque esta vida inglória é sempre assim/ Desde que Sócrates bebeu cicuta,/ Desde que Abel foi morto por Caim.
(HUGO PEREIRA DO VALE)
FONTE: Rubenio Marcelo, O eclético e saudoso Hugo Pereira do Vale, Correio do Estado, 3/4/2021).

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