Pesquisa do jornalista Sergio Cruz da ASL e do IHGMS
Nasce em Alegrete, RS, em 2 de fevereiro de 1858, João de Barros Cassal. Advogado, jornalista e político, Cassal foi chefe de polícia em 1889 e com a deposição de Júlio de Castilhos foi aclamado governador do Estado do Rio Grande do Sul, como membro de uma junta provisória, que ficou conhecida como “governicho”. Tomou parte na guerra civil do Estado e na revolta da armada no Estado do Rio de Janeiro, em 1894, a bordo do vapor Esperança. Exilado na Argentina, com a derrota dos maragatos na revolução federalista, chegou ao Sul de Mato Grosso em 1901,¹ fixando residência em Nioaque, onde juntou-se aos divisionistas, dentre eles, seu conterrâneo e partidário coronel Bento Xavier. É tido por alguns historiadores como o primeiro teórico da separação de Mato Grosso.
Atribui-se à sua autoria o projeto da “Revolução da Paz”, base da insurreição do coronel Bento Xavier contra o domínio das oligarquias do norte sobre o sul do Estado.
Barros Cassal faleceu em Nioaque em 19 de outubro de 1903, em consequência de uma hepatite aguda. Seus restos mortais foram transladados para Porto Alegre, anos após seu falecimento. Uma das principais vias públicas da capital gaúcha tem o seu nome. Em 1930, a cidade de Rincão de Santo Antonio, no Rio Grande do Sul, passou a chamar-se Barros Cassal em sua homenagem.²
FONTE: ¹Luiz Araújo Filho, O município de Alegrete, avulso e http://biblioteca.ibge.gov.br/d_detalhes.php?id=32364; Sergio Cruz, As duas guerras de Bento Xavier, o maragato, Via Morena, Campo Grande, p. 132.
A LEI DO 44 ESTÁ DE VOLTA!

Está de volta às plataformas o livro do jornalista Sergio Cruz, “Sangue no Oeste, a lei do 44”, trabalho de pesquisa com episódios de violência que marcaram nossa História. A morte do prefeito Ari Coelho, de Campo Grande, da prefeita Dorcelina Folador, de Mundo Novo, o sequestro do Ludinho, a pandemia de gripe espanhola, em Campo Grande e outras notícias, que aos poucos vão sendo esquecidas. CLIQUE AQUI e compre o seu exemplar.









